Pague Menos recusa farmácias de supermercados e questiona alcance de nova lei

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Pague Menos rejeita farmácias em supermercados e mercado debate Lei 15.357 | Sincofarma/SP

Sincofarma / SP
Varejo Farmacêutico & Mercado · Junho de 2026
Varejo & Lei 15.357

Pague Menos rejeita ofertas de farmácias em supermercados; Lei 15.357 redefine regras do setor.

CFO aponta retorno baixo e atrito regulatório como entraves. Mercado farmacêutico movimentou R$ 241,6 bilhões em 2025, com alta de 11,3%.

Fonte: Portal Tela  ·  Foto: Reprodução

A Pague Menos informou que já recebeu ofertas para comprar as operações de farmácia instaladas por grandes redes de supermercados, mas rejeitou todas as propostas. O motivo envolve retorno baixo por loja e atrito na jornada de compra, segundo o CFO Luiz Novais.

Regulação e impacto operacional

A sanção da Lei 15.357, em março, elevou o debate sobre o espaço de farmácias dentro de supermercados. As redes alimentares atuavam com formatos mais simples, enquanto a nova regra exige estrutura separada, caixa próprio e farmacêutico responsável em tempo integral.

⚖ O que muda com a Lei 15.357

•  Aceita apenas a abertura de uma drogaria dentro do supermercado — formato mais caro e complexo

•  Exige estrutura separada, caixa próprio e farmacêutico em tempo integral

•  Entrega de medicamentos continua restrita, gerando atrito para o consumidor

•  Autoriza plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega — mas não intermediação

A Abrafarma entregou à Anvisa um dossiê com indícios de irregularidades em marketplaces, e a Anvisa prepara propostas para substituir a RDC 44/2009, norma antiga para venda de remédios online.

Panorama de mercado

📊 Dados do varejo farmacêutico

•  Movimentação em 2025: R$ 241,6 bilhões (+11,3% sobre 2024) — IQVIA

•  Projeção de crescimento: 8,5% ao ano até 2027, impulsionado por canais digitais e GLP-1 — Close-Up International

•  JPMorgan: crescimento de 14% nas vendas a consumidor em abril e 14,6% no acumulado de 12 meses

•  Margens brutas estimadas de 30% a 35% em Medicamentos Isentos de Prescrição para operações independentes — Peers Consulting

Visões do mercado

Para redes de supermercado, a adoção de um convênio com drogarias licenciadas é a rota mais provável, segundo a Peers Consulting + Technology. O formato próprio envolve maior controle de margem mas custo regulatório elevado.

A DM aponta ganhos na integração: maior tempo de permanência do cliente e possibilidade de utilizar cartões próprios para pagamentos, incluindo parcelamento junto ao crédito já utilizado no supermercado.

A entrega de medicamentos continua restrita, o que gera atrito para o consumidor, que precisa entrar em outra loja para adquirir certos itens.

— Luiz Novais, CFO da Pague Menos

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