Pague Menos rejeita ofertas de farmácias em supermercados; Lei 15.357 redefine regras do setor.
CFO aponta retorno baixo e atrito regulatório como entraves. Mercado farmacêutico movimentou R$ 241,6 bilhões em 2025, com alta de 11,3%.
Fonte: Portal Tela · Foto: Reprodução
A Pague Menos informou que já recebeu ofertas para comprar as operações de farmácia instaladas por grandes redes de supermercados, mas rejeitou todas as propostas. O motivo envolve retorno baixo por loja e atrito na jornada de compra, segundo o CFO Luiz Novais.
Regulação e impacto operacional
A sanção da Lei 15.357, em março, elevou o debate sobre o espaço de farmácias dentro de supermercados. As redes alimentares atuavam com formatos mais simples, enquanto a nova regra exige estrutura separada, caixa próprio e farmacêutico responsável em tempo integral.
O que muda com a Lei 15.357
• Aceita apenas a abertura de uma drogaria dentro do supermercado — formato mais caro e complexo
• Exige estrutura separada, caixa próprio e farmacêutico em tempo integral
• Entrega de medicamentos continua restrita, gerando atrito para o consumidor
• Autoriza plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega — mas não intermediação
A Abrafarma entregou à Anvisa um dossiê com indícios de irregularidades em marketplaces, e a Anvisa prepara propostas para substituir a RDC 44/2009, norma antiga para venda de remédios online.
Panorama de mercado
Dados do varejo farmacêutico
• Movimentação em 2025: R$ 241,6 bilhões (+11,3% sobre 2024) — IQVIA
• Projeção de crescimento: 8,5% ao ano até 2027, impulsionado por canais digitais e GLP-1 — Close-Up International
• JPMorgan: crescimento de 14% nas vendas a consumidor em abril e 14,6% no acumulado de 12 meses
• Margens brutas estimadas de 30% a 35% em Medicamentos Isentos de Prescrição para operações independentes — Peers Consulting
Visões do mercado
Para redes de supermercado, a adoção de um convênio com drogarias licenciadas é a rota mais provável, segundo a Peers Consulting + Technology. O formato próprio envolve maior controle de margem mas custo regulatório elevado.
A DM aponta ganhos na integração: maior tempo de permanência do cliente e possibilidade de utilizar cartões próprios para pagamentos, incluindo parcelamento junto ao crédito já utilizado no supermercado.
A entrega de medicamentos continua restrita, o que gera atrito para o consumidor, que precisa entrar em outra loja para adquirir certos itens.
— Luiz Novais, CFO da Pague Menos
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