Infarto não tem hora para acontecer. Sua farmácia está preparada para os primeiros minutos?
Quem passa mal na rua costuma entrar na porta mais próxima em que confia. Muitas vezes, essa porta é a da farmácia. Saber reconhecer os sinais e agir até a chegada do socorro é parte do atendimento.
Publicado em 7 de outubro de 2026 · Cursos e Capacitação
Um cliente entra na farmácia pela manhã, pede algo para dor no estômago e comenta que está suando frio. Outro se apoia no balcão, diz que sente um aperto no peito e que o braço esquerdo está pesado. Nenhum dos dois pronuncia a palavra infarto. Quem está do outro lado do balcão precisa enxergar o que o cliente ainda não percebeu.
O assunto voltou à pauta nesta semana com um artigo do cardiologista Fernando de Paula Machado, publicado no portal da Jovem Pan em 6 de outubro. O médico lembra que o infarto é a principal causa de morte no Brasil e no mundo e que, embora possa ocorrer a qualquer momento, é mais frequente pela manhã, entre 8h e 11h, e nos dias frios. São justamente os horários em que boa parte das farmácias e drogarias está abrindo as portas e recebendo os primeiros clientes.
Por que a farmácia é a primeira porta
A farmácia é o estabelecimento de saúde mais acessível da maioria dos bairros. Está aberta, não exige agendamento e tem um profissional de saúde presente. Por isso, é comum que alguém com mal-estar procure o balcão antes de pensar em um pronto-socorro, em busca de um remédio que alivie o sintoma.
Nesse momento, a equipe tem duas responsabilidades. A primeira é não tratar como queixa simples o que pode ser uma emergência. A segunda é saber o que fazer, e o que não fazer, enquanto o atendimento especializado não chega.
Os sinais que a equipe precisa reconhecer
Segundo o cardiologista, o sintoma mais comum é a dor ou o desconforto no peito, descrito como pressão, aperto ou peso, que dura mais do que alguns minutos ou vai e volta. Mas o quadro nem sempre se apresenta assim.
Atenção no balcão quando o cliente relata
- Dor, aperto ou peso no peito que não passa com o repouso
- Desconforto que se espalha para o braço (principalmente o esquerdo), ombro, costas, pescoço, mandíbula ou boca do estômago
- Falta de ar, com ou sem dor no peito
- Suor frio, náusea, vômito ou tontura
- Cansaço incomum ou fraqueza súbita, sem causa aparente
Há um ponto do artigo que interessa diretamente a quem atende no balcão: mulheres, idosos e pessoas com diabetes têm mais chance de infartar sem a dor típica no peito. Nesses grupos, os sinais predominantes podem ser falta de ar, náusea, dor nas costas ou cansaço intenso. É o perfil de cliente que chega pedindo um antiácido, um analgésico ou um remédio para enjoo.
O pedido que merece uma pergunta a mais
Quando a queixa é dor no estômago, enjoo, falta de ar ou cansaço repentino, vale perguntar há quanto tempo começou, se há dor em outro lugar e se a pessoa tem diabetes, pressão alta ou histórico de problema cardíaco. Tabagismo, colesterol alterado, hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, estresse, idade e histórico familiar são os fatores de risco citados pelo cardiologista.
O que fazer diante da suspeita
A orientação do especialista é acionar o serviço de emergência imediatamente e não esperar para ver se a dor passa sozinha. O socorro especializado pode iniciar o tratamento ainda a caminho do hospital, e cada minuto de atraso reduz as chances de um tratamento bem-sucedido.
Para a farmácia, isso significa ter um procedimento combinado com toda a equipe antes que a situação aconteça: quem liga para o 192, quem permanece ao lado do cliente, onde ele pode ser acomodado, quem avisa um familiar. Na hora da emergência, não há tempo para decidir isso.
O infarto é apenas uma das ocorrências possíveis. Desmaios, convulsões, crises de hipoglicemia, intoxicações, cortes e hemorragias também chegam ao balcão ou acontecem dentro da loja, com clientes e com os próprios funcionários. Em todas elas, a conduta correta nos primeiros minutos depende de treinamento.
Treinamento no dia 17 de outubro
Para preparar as equipes para essas situações, o Sincofarma realiza no sábado, 17 de outubro, mais uma turma presencial do curso Primeiros Socorros no Atendimento da Farmácia. O objetivo é capacitar o profissional a reconhecer emergências, prestar suporte básico de vida e adotar as condutas corretas até a chegada do socorro especializado.
A aula é conduzida pela enfermeira Valnice Nogueira, doutora em Ciências pela Unifesp, coordenadora das Residências Multiprofissional e em Área Profissional de Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e docente do curso de Enfermagem da Universidade Nove de Julho.
O que o curso aborda
- Aspectos éticos e legais das emergências em farmácias
- Material básico para primeiros socorros
- Suporte Básico de Vida
- Afecções cardiovasculares e metabólicas
- Convulsões e desmaios
- Intoxicação biológica e química
- Ferimentos abertos e fechados e cuidados com hemorragias
- Parte prática com simulações de situações de emergência e demonstração das técnicas de atendimento
Investimento
| Associado Sincofarma | R$ 80,00 |
| Estudante (meia) | R$ 125,00 |
| Doador de sangue e PCD | R$ 125,00 |
| Não associado | R$ 250,00 |
Pagamento por PIX à vista ou cartão de crédito em até 3x sem juros. Inclui apostila, materiais da parte prática, café de boas-vindas, brunch e certificado Sincofarma e universidade parceira.
Prepare sua equipe antes da emergência
Vagas para a turma de 17 de outubro. Inscreva quem atende no balcão da sua farmácia.
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Dúvidas: cursos@sincofarma.org.br · WhatsApp (11) 94387-2305
Fonte das informações médicas: artigo “Infarto pode acontecer a qualquer hora: veja os sinais e o que fazer agora”, do cardiologista Fernando de Paula Machado (CRM-SP 100696), publicado pela Brazil Health no portal Jovem Pan em 06/10/2026. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de emergência, ligue 192.
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