Desinformação sobre a vacina da gripe: Anvisa esclarece os principais boatos.
A cada campanha de vacinação, boatos sobre componentes do imunizante voltam a circular nas redes sociais. A Anvisa reafirma que a vacina é segura, eficaz e rigorosamente testada.
Fonte: Anvisa · Foto: Reprodução
A cada ano, com a chegada da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, novas ondas de desinformação costumam voltar às redes sociais. Para proteger a população e garantir a continuidade da vacinação — essencial para reduzir internações e mortes especialmente entre idosos, crianças e gestantes — a Anvisa reafirma que o imunizante utilizado no SUS é seguro, eficaz e rigorosamente testado.
Mercúrio (Timerosal)
O boato
O mercúrio da vacina representa risco à saúde e causa danos ao sistema nervoso.
A realidade
O timerosal é um conservante que impede o crescimento de bactérias e fungos em frascos multidose. A quantidade é ínfima e estudos comprovam que essa formulação é eliminada rapidamente pelo organismo, sem causar danos neurológicos ou renais.
Octoxynol-10 (Triton X-100)
O boato
Este componente causaria doenças autoimunes ou câncer.
A realidade
Trata-se de um detergente usado para fragmentar o vírus durante a fabricação, garantindo que ele seja inativado (morto). Apenas traços residuais permanecem no produto final. O Triton X-100 é amplamente utilizado em cosméticos e medicamentos aprovados no mundo inteiro, sem qualquer indício de que cause malformação ou doenças graves.
Formaldeído (Formol)
O boato
O formaldeído da vacina seria comparável ao formol usado em concentrações perigosas em salões de beleza e causaria leucemia ou outros tumores.
A realidade
O corpo humano produz formaldeído naturalmente durante o metabolismo celular — e o sangue de um bebê possui naturalmente uma concentração muito maior da substância do que qualquer vacina. Nas doses residuais mínimas presentes no imunizante, o formaldeído é incapaz de causar câncer. O risco cancerígeno existe apenas em exposições industriais altíssimas e prolongadas.
O risco real não é a vacina
A Anvisa monitora continuamente a segurança dos imunizantes. O risco real não está nos componentes da vacina, mas nas complicações da gripe, que podem evoluir para pneumonia e óbito — especialmente em grupos vulneráveis como idosos, crianças e gestantes.
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