Aleniglipron, pílula GLP-1, mostra perda de até 12,1% do peso em estudo de fase 2.
Estudo de fase 2 indica que medicamento oral pode ampliar as opções de tratamento para obesidade sem uso de injeções. Resultados publicados na Nature Medicine.
Fonte: Metrópoles · Foto: Reprodução
Um novo medicamento oral da classe dos agonistas do GLP-1 apresentou resultados promissores no tratamento da obesidade e do sobrepeso. Em um ensaio clínico de fase II, participantes que receberam aleniglipron perderam até 12,1% do peso corporal após 36 semanas de tratamento. O estudo foi publicado na revista Nature Medicine em 5 de junho e envolveu 230 adultos atendidos em centros médicos dos Estados Unidos.
Como funciona o medicamento
O que diferencia o aleniglipron
Assim como a semaglutida, o aleniglipron imita a ação de um hormônio que estimula a produção de insulina, aumenta a sensação de saciedade e reduz o apetite. A diferença está na forma de produção: enquanto os medicamentos atuais são peptídeos aplicados por injeção, o aleniglipron é uma molécula pequena sintetizada quimicamente e administrada por via oral — o que facilita a fabricação em larga escala, elimina a necessidade de refrigeração e permite ser tomado com ou sem alimentos.
“A diferença do aleniglipron é que ele é uma molécula pequena, produzida quimicamente, e pode ser tomada com ou sem alimentos.”
— Robert Kushner, professor emérito de medicina da Universidade Northwestern
Resultados do estudo
Os participantes foram divididos em grupos que receberam doses diárias de 45 mg, 90 mg ou 120 mg, além de um grupo placebo, com doses aumentadas gradualmente ao longo do estudo.
Perda de peso após 36 semanas
• Dose de 45 mg: 9%
• Dose de 90 mg: 10,7%
• Dose de 120 mg: 12,1%
• Grupo placebo: 0,5%
A resposta ao tratamento aumentou conforme a dose utilizada.
Segurança e próximos passos
Efeitos colaterais e adesão
Os efeitos colaterais mais frequentes foram gastrointestinais, geralmente leves ou moderados, diminuindo ao longo do tratamento. Cerca de 10,4% dos participantes interromperam o uso do medicamento antes do fim do estudo. Não foram identificados casos de lesão hepática relacionada ao tratamento.
“Não encontramos nenhuma preocupação nem novos sinais de alerta relacionados à segurança. Também identificamos uma dose que parece eficaz.”
— Robert Kushner
Próxima etapa
De acordo com a equipe, os resultados sustentam o avanço do aleniglipron para estudos de fase III, etapa necessária para confirmar a eficácia e a segurança do medicamento antes de uma eventual aprovação para uso clínico.
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