Automedicação & Redes SociaisInfluenciadores promovem uso de Venvanse para foco e produtividade — CFF alerta para os riscos.
Conteúdos nas redes sociais estimulam consumo de remédios controlados sem orientação profissional, criando a falsa percepção de que podem ser usados por qualquer pessoa.
Fonte: CFF · Foto: Reprodução
A crescente popularidade de medicamentos utilizados para melhorar a concentração, aumentar a produtividade ou acelerar o emagrecimento tem acendido um alerta entre profissionais de saúde. Nas redes sociais, influenciadores digitais sem formação na área têm compartilhado experiências pessoais e até sugerido o uso de medicamentos controlados — prática que pode levar milhares de seguidores à automedicação.
Entre os medicamentos mais citados está o Venvanse, indicado para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Em vídeos e publicações, influenciadores relatam supostos benefícios relacionados ao aumento do foco, rendimento nos estudos e desempenho profissional, criando a falsa percepção de que o medicamento pode ser utilizado por qualquer pessoa que deseje melhorar a produtividade.
Riscos do uso sem prescrição
A lisdexanfetamina, princípio ativo do Venvanse, atua diretamente no sistema nervoso central e pode provocar:
• Insônia, ansiedade e irritabilidade
• Aumento da pressão arterial
• Aceleração dos batimentos cardíacos
• Risco de dependência
Além dos danos à saúde, a divulgação de medicamentos por pessoas sem qualificação técnica contribui para a disseminação de informações sem respaldo científico. O problema se agrava quando relatos individuais são apresentados como soluções universais, desconsiderando que cada paciente possui características clínicas específicas e que todo tratamento exige avaliação profissional.
O papel do farmacêutico
Como o farmacêutico pode ajudar
Os farmacêuticos exercem papel fundamental na orientação da população sobre o uso seguro e racional de medicamentos. Como profissionais especializados em medicamentos, eles:
• Ajudam a identificar riscos
• Esclarecem dúvidas sobre efeitos adversos
• Reforçam que tratamentos devem ser iniciados apenas sob prescrição e acompanhamento adequados
Especialistas recomendam que informações sobre medicamentos obtidas nas redes sociais sejam sempre verificadas com profissionais da saúde antes de qualquer decisão relacionada ao tratamento.
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