O delivery deixou de ser um diferencial para se tornar parte da rotina do consumidor. Comprar pelo celular e receber em casa com rapidez já é uma expectativa natural em praticamente todos os segmentos do varejo, de supermercados e farmácias até restaurantes, pet shops e lojas de conveniência. Nesse cenário, a questão para as empresas não é mais se devem atuar em aplicativos, marketplaces e canais digitais, mas como fazer isso de forma financeiramente sustentável.
O problema é que muitos varejistas ainda oferecem conveniência sem calcular corretamente seus custos. Motoboys, combustível, comissões de plataformas, taxas de pagamento e despesas operacionais acabam sendo absorvidos pela operação e reduzem silenciosamente a rentabilidade. São os chamados “ralos invisíveis”, que corroem o lucro sem que o empresário perceba e, em muitos casos, levam empresas a vender mais enquanto lucram menos.
Segundo Stephenson Seleber, presidente da Alpha7 Software, a conveniência se tornou obrigatória, mas precisa vir acompanhada de gestão e controle financeiro. “O consumidor já está acostumado a comprar do sofá, do trabalho ou do celular e receber rapidamente. O varejo que não estiver presente nesse ambiente tende a perder espaço. Mas quem entra no digital sem medir os custos pode aumentar o faturamento e, ao mesmo tempo, comprometer suas margens”, afirma.
O concorrente mudou
Durante muitos anos, boa parte do varejo tinha como foco principal a concorrência local. Hoje, o cenário é completamente diferente. Plataformas como iFood, Mercado Livre, Rappi e marketplaces diversos disputam a atenção do consumidor com base em conveniência, prazo de entrega e experiência digital.
“O concorrente não está mais apenas do outro lado da rua. Ele está no ambiente digital, disponível no celular do consumidor a qualquer hora. Quem não se adapta corre o risco de perder relevância”, destaca Seleber.
No varejo farmacêutico, esse movimento se tornou ainda mais evidente nos últimos anos. Farmácias passaram a disputar espaço não apenas entre si, mas também dentro dos aplicativos, onde preço, velocidade e praticidade influenciam diretamente a decisão de compra.
O erro de absorver todos os custos
Um dos principais equívocos observados no varejo é oferecer entrega gratuita sem conhecer o impacto financeiro dessa decisão. Muitas empresas mantêm essa prática por receio de perder clientes, mesmo quando a operação já apresenta margens pressionadas.
“O consumidor já entende que conveniência tem valor. Ele paga pela entrega de alimentos, bebidas e diversos outros produtos. O varejista precisa avaliar com racionalidade se faz sentido continuar absorvendo sozinho esse custo”, explica o executivo.
Além do frete, outros fatores frequentemente passam despercebidos e comprometem o resultado da operação:
- comissões de marketplaces;
- taxas de meios de pagamento;
- custos de integração tecnológica;
- despesas com pessoal e operação;
- erros de precificação;
- descontos concedidos sem análise de margem;
- custos logísticos não incorporados ao preço final.
Tecnologia como aliada da rentabilidade
Para Stephenson Seleber, a solução passa pela adoção de sistemas de gestão capazes de integrar o varejo aos principais canais digitais e incorporar automaticamente seus custos à formação de preços e delivery. “Hoje existem sistemas que se conectam a aplicativos e marketplaces e ajustam os preços considerando as taxas cobradas por cada canal. Isso permite que a empresa participe do digital preservando sua margem”, afirma.
O executivo cita o varejo farmacêutico como um dos setores que mais avançaram nesse modelo de integração, mas ressalta que o desafio já é comum a praticamente todos os segmentos do comércio.
A própria Alpha7 Desenvolvimento de Software atua com soluções voltadas ao varejo farmacêutico, integrando operação, gestão financeira, compras, vendas e canais digitais para dar mais controle sobre custos e rentabilidade.
Como evitar que o delivery vire prejuízo
Para que o delivery deixe de ser um centro de custos e se torne uma alavanca de crescimento, Stephenson Seleber recomenda algumas medidas práticas:
- calcular o custo real de cada entrega;
- revisar políticas de frete e subsídios;
- incorporar taxas e comissões à precificação;
- integrar a operação a aplicativos e marketplaces;
- monitorar margem e rentabilidade por canal;
- utilizar sistemas que automatizem controles e reajustes de preço.
A presença no digital já é uma exigência do mercado. O desafio agora está em estruturar essa operação de forma que o aumento das vendas venha acompanhado da preservação das margens e da saúde financeira do negócio.
“O delivery não é mais opcional. O que define o sucesso é a capacidade de transformar conveniência em rentabilidade. Quem conhece seus custos e utiliza tecnologia para tomar decisões consegue crescer de forma sustentável”, conclui Stephenson Seleber.
Sobre a Alpha7
A Alpha7 Desenvolvimento de Software é uma empresa brasileira especializada em tecnologia e gestão para o varejo farmacêutico. Fundada a partir da vivência prática no balcão de farmácia, desenvolve soluções que integram operação, fiscal, compras, vendas e SNGPC em um ecossistema completo de gestão, atendendo às exigências regulatórias e às demandas estratégicas do setor.
Com atuação nacional, a empresa se destaca pela robustez do sistema A7Pharma, pelo compromisso com estabilidade operacional e pela proximidade com o cliente. A Alpha7 combina tecnologia, conhecimento prático do mercado farmacêutico e capacitação contínua para fortalecer a competitividade, a eficiência e a sustentabilidade das farmácias brasileiras.
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