Anvisa aprova novo tratamento para nefropatia membranosa primária

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Anvisa aprova novo tratamento para nefropatia membranosa primária

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Anvisa aprova novo tratamento para nefropatia membranosa primária

A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas: o Gazyva, para a nefropatia membranosa primária, e o Repatha, para reduzir o risco cardiovascular em pacientes com doença aterosclerótica.

Fonte: Anvisa · 05/11/2026

A Anvisa aprovou duas novas indicações terapêuticas para medicamentos já registrados no país. A decisão consta da Resolução RE nº 4.249, de 28 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União.

Gazyva (obinutuzumabe): nefropatia membranosa primária

Nova indicação

  • Indicação: tratamento de pacientes adultos com nefropatia membranosa primária (NMp);
  • Mecanismo: anticorpo monoclonal humanizado anti-CD20, que reduz os linfócitos B e diminui a atividade imunológica associada à doença;
  • Priorização: o pedido atendeu aos critérios de priorização da RDC 1.001/2025.

A NMp é uma doença autoimune rara, caracterizada por proteinúria (excesso de proteína na urina) e síndrome nefrótica, com risco de evolução para doença renal crônica e insuficiência renal. Segundo a Anvisa, alcançar a remissão, especialmente a completa, está associado à preservação da função renal e a um melhor prognóstico a longo prazo.

Repatha (evolocumabe): doença cardiovascular aterosclerótica

O Repatha, já usado para reduzir o colesterol LDL (LDL-C), foi aprovado para adultos com doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) estabelecida ou com alto risco de DCVA, para reduzir o risco cardiovascular por meio da redução do LDL-C. A DCVA inclui doença arterial coronariana, doença cerebrovascular aterosclerótica e doença arterial periférica.

O evolocumabe é um anticorpo monoclonal humano IgG2 que bloqueia a proteína PCSK9, aumentando a reciclagem dos receptores hepáticos de LDL e provocando uma redução acentuada do LDL-C circulante, descrito pela Anvisa como um dos principais fatores causais da DCVA. A agência lembra que a DCVA está entre as principais causas de morbidade e mortalidade cardiovascular no mundo e que muitos pacientes ainda têm LDL-C elevado apesar do uso de estatinas, ezetimiba e medidas não medicamentosas, o que mantém um risco cardiovascular residual importante.

Estudo que embasou a indicação do Repatha Descrição da Anvisa
Centros 745, em 33 países
Participantes 12.257 pacientes
Perfil Alto risco cardiovascular, sem infarto agudo do miocárdio ou AVC prévios
Seguimento Média de 55 meses

O que o texto da Anvisa não informa

A matéria não cita as empresas titulares dos registros, o nome do estudo do Repatha nem os resultados, apenas o desenho. Também não traz posologia, via de administração, dados de segurança ou eventos adversos. O subtítulo original menciona apenas “um medicamento que reduz o colesterol LDL”, embora o texto trate de duas aprovações. O uso depende de avaliação e prescrição médica.

Dúvidas sobre registro e regularização de medicamentos? Fale com o Departamento de Assuntos Regulatórios do Sincofarma/SP

regulatorios1@sincofarma.org.br

Matéria baseada em informações da Anvisa, publicadas em 05/11/2026.

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